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Rio de Janeiro, Centro, Brazil
ARQUITETO E EMPRESÁRIO, PREOCUPADO EM DISSEMINAR INFORMAÇÕES RELEVANTES EM ARQUITETURA APLICADA.

sábado, março 19

Paredes, pisos e rodapés úmidos



- Minhas paredes estão amareladas na base. O que faço?


Não, ela não ficou madura. Ficou úmida! Engraçado, não é? Bem, esse é um problema muito mais comum do que se imagina, um dos “errinhos básicos” do construtor. 
         Tudo começa nas fundações: quando não são devidamente impermeabilizadas, a umidade do terreno sobe por capilaridade até as paredes e, dependendo do tipo de tijolo e do revestimento, pode atingir um metro de altura, ou mais. Como resultado dessa umidade, o revestimento da parede “apodrece”, refletindo o problema sobre a pintura, com o aparecimento de manchas de cor amarelada, cinzenta, em forma de nuvem, etc, e ali se desenvolvem fungos que podem ser bastante prejudiciais à saúde. Isso tudo também pode acontecer com chuvas que atingem as bases das paredes, principalmente quando as águas do telhado caem muito próximas a estas (telhados sem calhas costumam provocar isso).

- E tem solução?  

 Hummmm... não é tão fácil. Imagine você levantando a casa, impermeabilizando as bases e devolvendo a construção ao seu local original. Imaginou? Pois essa seria a solução. Como isso não é viável (embora plenamente possível!), o jeito é o “jeitinho”. Mas o jeitinho é bem profissional: remover o revestimento podre até deixar o tijolo limpo, lavar bem a parede com escova de aço e água, aplicar nova argamassa (aditivada com produto impermeabilizante específico) em camadas finas, sobrepostas e sempre após a plena cura (secagem) da camada anterior. Depois, é só pintar e está pronto.

- E fica bom para sempre?

Bom, “para sempre” é sempre muito tempo. Depois de alguns anos, se a umidade do terreno for excessiva, é possível que apareça num nível acima do serviço executado. Outros problemas podem ocorrer com os pisos em taco, tábua corrida, carpetes, etc. A mesma umidade pode atacar a laje de piso transferindo o problema para a pavimentação. O processo de recuperação é análogo.

Para saber mais:

  • Guia Weber 2010 (publicação gratuita da Quartzolit, distribuída em lojas de material de construção)

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