Vivemos um momento especialmente delicado na construção civil brasileira. Por um lado, a reativação dos financiamentos de longo prazo para as classes média e populares; por outro, a demanda forte gerada pelas obras de infra-estrutura em geral, pela realização de grandes eventos nos próximos anos, e até mesmo pela política menos acanhada de alguns setores da economia, que de vez em quando resolvem acreditar que o investimento é o melhor caminho, apesar dos juros pagos pelo governo e que são um desincentivo à produção.
O chamado apagão de mão de obra está instalado em todos os setores de nossa economia. É difícil se encontrar uma empregada doméstica, um ascensorista ou um técnico em informática. No setor de construção, todos os profissionais, hoje, estão raros. E bons profissionais então, são quase uma lenda. E quais as causas desse panorama? São muitas.
Primeiramente, o ramo nunca trouxe uma remuneração à altura do status da atividade, uma das locomotivas da economia de qualquer região. Isso fez com que não houvesse investimentos na qualificação dos profissionais da área, assim como não incentivou as novas gerações a se inserirem no ramo. Depois, a longa estiagem desse mercado que fez com que seus profissionais migrassem para outros ramos, numa alternativa de sobrevivência. Por outro lado, não há interesse do estado ou das grandes construtoras e empreiteiras em melhorar as condições de remuneração e qualificação da classe, uma vez que isso se reflete em elevação dos custos, o que confronta com o espírito especulativo do mercado construtor. Muito bem, e agora, o que fazer? Bem, depende do que v. esteja precisando. Se precisa de mão de obra, sendo um construtor, terá que oferecer alguma vantagem ao funcionário, como forma de atraí-lo para sua empresa. E aí vale um plano de saúde, cesta básica, refeição diferenciada, ou qualquer outro benefício atrativo, dependendo da região em que se esteja trabalhando. Num local onde não haja linha de ônibus regular, o transporte ponto a ponto já é uma oferta e tanto. Mas, se você for o consumidor final, e quiser fazer uma reforma, por exemplo, apesar de um pouco mais difícil, v. pode tomar algumas atitudes e diminuir muito o risco de aborrecimentos e prejuízos. Primeiramente, procure estabelecer uma concorrência justa entre os candidatos (ao menos três) à execução de sua obra. Não se iluda com preços abaixo da média. Geralmente isso indica que a mão de obra utilizada não tem nada de especial. Pode até ser razoável, ou mesmo muito boa, mas não é natural que assim seja. Como também não é uma regra geral a de que um preço mais alto signifique obrigatoriamente um construtor mais qualificado. Portanto, para sair dessa sinuca de bico, convém você tomar informações sobre um e outro (de novo, no mínimo três), a fim de que possa balizar melhor sua contratação.
Boa sorte, e lembre-se: na dúvida, escreva pra gente.
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